Em 31 de Agosto de 1997, Diana, ex-mulher do príncipe Charles, e princesa de Gales morreu em decorrência de um acidente de carro em Paris provocado por papparazis sedentos por mais uma foto da mesma. Diana era (E ainda é) uma das celebridades mais amadas pelos ingleses, principalmente por seus modos simples e por ser um espelho do povo na monarquia. A verdade é que a Rainha Elizabeth II e seus afiliados nunca gostaram muito da garota, que tinha apenas 36 anos na ocasião do acidente, e pareciam contentes da separação dela com Charles, depois de um casamento que começara em 81 e gerara dois filhos.
Quando receberam a noticia da morte, a reação inicial da família real foi a de deixar o assunto do funeral e enterro com a família de Diana, uma vez que ela não mais fazia parte da realeza. Porém, conforme o tempo passou, o povo ficou indignado com a aparentemente falta de sentimento da rainha. O recém eleito primeiro ministro Tony Blair fez discursos e aparições em publico sempre trabalhando para defender a rainha e tentando convencer a mesma a realizar um funeral publico. Todo o tumulto durou pouco menos de uma menos de um mês, e a decisão final da rainha aumentou o afeto que o povo inglês sentia dela.
Esse período de tempo, difícil e complicado para a monarquia inglesa é retratado otimamente pelo diretor Stephen Frears (Indicado ao Oscar) que faz um trabalho cuidadoso e meticulado para dar mais realismo ao filme. E isso é o que não falta. A atuação de Helen Mirren é tão realista que a própria Rainha se assustou com a semelhança de Mirren, física e psicologicamente. Agraciada com todo tipo de premio (Incluindo Oscar, Globo de Ouro e BAFTA), sua atuação parece passar como a melhor do ano, (Empatando, na minha opinião, talvez com Leonardo DiCaprio em Os Infiltrados, [Atuação exemplar esquecida pela Academia]), carregando em cada olhar, em cada movimento dos lábios o tom correto a cena, trazendo cordialidade quando fala com o povo, e solenidade quando se encontra sozinha com um alce na cena mais inesquecível do filme. Primeiro ela se sente observada, e nos compartilhamos esse medo. Em seguida aparece no topo de uma colina um alce enorme, o objetivo de caçada do seu marido e netos. Uma exclamação de surpresa. Nenhum movimento a mais. Um olhar cuidadoso e piedoso. E então, apenas uma frase: “Deus, você é lindo”.
O contraponto a atuação calma de Mirren é o personagem de Michael Sheen, Tony Blair. Ainda em começo de carreira e perigando conquistar a antipatia do publico ou da Rainha em cada movimento que dava, ele se encontrava em uma situação complicada. Sua atuação também foi excelente, mas não diria esquecida pela Academia, uma vez que os concorrentes, a até aqueles que ficaram de fora (Jack Nicholson por Os Infiltrados, por exemplo) estavam melhores. Recebeu outras quatro indicações ao Oscar, mas lucrou apenas a de melhor atriz, o que não desmerece essa ótima obra que mostra o lado pessoal daquelas pessoas que costumamos botar a culpa nas horas de raiva. As autoridades.
Notal Final: 8.5

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